Este espaço virtual existe desde 1994, ao longo dos anos muitas alterações foram realizadas e enfim em 2010 a pedidos, tive que reiniciá-lo para atender a todos os públicos. O objetivo é divulgar o que considero importante para a 'Educação para a Vida e para a Morte'. Espero poder corresponder às expectativas.

Participe, divulgue-o, publique, comente, critique, provoque, colabore, discuta e contribua você também por um mundo saudável e melhor...Obrigada, fico feliz por sua presença!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Em busca de Equilíbrio - Frase


tristeza_e_alegria 


"Feliz na tristesa, triste na alegria"

(Giordano Bruno)


Poder ativador da música


O cérebro se ilumina praticamente por inteiro quando a pessoa está ouvindo música, um fenômeno até agora sem equivalente em termos de atividade humana. [Imagem: Vinoo Alluri]

Poder ativador da música
Cientistas da Finlândia descobriram uma nova técnica inovadora que permite estudar como o cérebro processa diferentes aspectos da música.
Em uma situação realística de "curtir a música predileta", a técnica analisa a percepção do ritmo, tonalidade e do timbre, que os pesquisadores chamam de "cor dos sons".
O estudo é inovador porque ele revelou pela primeira vez como grandes áreas do cérebro, incluindo as redes neurais responsáveis pelas ações motoras, emoções e criatividade, são ativadas quando se ouve música.
Cérebro iluminado
Os efeitos da música sobre as pessoas sempre foram mais assunto de poetas e filósofos do que de fisiologistas e neurologistas.
Mas os exames de ressonância magnética permitem gerar filmes que mostram como os neurônios "disparam", literalmente iluminando cada área do cérebro nas imagens produzidas na tela do computador.
Para estudar os efeitos de cada elemento musical sobre o cérebro, o Dr. Vinoo Alluri e seus colegas da Universidade de Jyvaskyla escolheram um tango argentino.
A seguir, usando sofisticados algoritmos de computador, eles analisaram a relação das variações rítmicas, tonais e timbrais do tango com as "luzes" produzidas no cérebro.
Emoção na música
A comparação revelou algumas coisas muito interessantes, mostrando que a música ativa muito mais áreas do que aquelas relacionadas à audição.
Por exemplo, o processamento dos pulsos musicais aciona também áreas do cérebro responsáveis pelo movimento, o que dá suporte à ideia de que música e movimento estão intimamente relacionados.
As áreas límbicas do cérebro, associadas às emoções, estão também envolvidas no processamento do ritmo e da tonalidade.
Já o processamento do timbre depende de ativações da chamada rede de modo padrão, associada com a criatividade e com a imaginação.
Além do interesse científico, estas informações são valiosas para compositores, que poderão "mexer" em suas melodias dependendo da emoção que querem transmitir com suas músicas.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A angústia contemporânea diante da Morte

O TEMA DA LONGEVIDADE – A ANGÚSTIA CONTEMPORÂNEA DIANTE DO ENVELHECIMENTO E DA MORTE


Ora, a vida eterna é esta: que eles conheçam a ti, o Deus único e verdadeiro e aquele que enviaste, Jesus Cristo (Jo. 17,3).
O tema da morte, sem dúvida, compõe-se como central na existência humana, pois aponta e evidencia a perspectiva da finitude. A morte, sempre tomada pelo mistério, impõe-se como realidade intransponível e implacável, suscitando sentimentos contraditórios como angústia, solidão e medo, mas também fé e esperança. O olhar e entendimento sobre a morte dinamizam-se, sobretudo, a partir da concepção que se tem da própria vida. Para quem compreende que a vida se esgota na materialidade corpórea, a morte pode configurar-se como algo aterrador e desesperador, na medida em que se constitui como fim e aniquilamento, indicando o fracasso da vida biológica. No entanto, para os que, iluminados pela fé, concebem que a vida é transcendência, a morte representa apenas um momento de passagem, fundamental para se alcançar a vida verdadeira, a compor-se como plena comunhão com Deus.
O contemporâneo, ao deparar-se com a dimensão da morte – tendo o niilismo como referência –, acaba por mergulhar e imergir em dor e desespero. Tal postura ganha visibilidade, por exemplo, no pensamento do filósofo Jean-Paul Sartre. Para Sartre, a implacabilidade da morte sela e define o vazio que configura a existência. Nesta ótica, a existência carece de sentido, não passando de fracasso e desespero, pois o humano é um ser para o nada. A morte seria o fato contundente da nulidade e fracasso que se compõe a vida. Com esta visão de fundo, só resta ao indivíduo a vida efêmera, pautada em decisões imediatas e objetivas, a centralizar o prazer, o conforto, o poder, o sucesso, o dinheiro como bens absolutos. A perspectiva niilista lança a vida em um profundo abismo existencial. A morte desponta, então, como algo aterrador, a privar o indivíduo da única realidade, a se restringir e se encerrar na materialidade do corpo e de bens tangíveis.
É neste ponto que o tema da longevidade tem alcançado repercussão e ganhado espaço. Enclausurado em uma concepção meramente materialista de existência, o contemporâneo busca, alucinadamente, formas de prolongar ao máximo a vida. É o velho sonho da imortalidade que desponta, agora sob os auspícios da biociência. Porém, atento às lições do mito grego de Aurora, que almeja a imortalidade para seu amado Tithon (que alcança a imortalidade, mas continua sofrendo os efeitos do tempo e envelhece), não basta a imortalidade: é preciso também a juventude eterna, preservando a beleza e o vigor do corpo. Neste contexto, deparamo-nos com a multiplicação de pesquisas científicas, levadas a cabo mediante elevados investimentos, a buscarem e prometerem a suplantação total da morte. O problema fundamental, em tal caso, pode se configura em uma imortalidade vazia, dinamizada por uma existência pautada em perspectivas equivocadas, incapazes de acalentarem os anseios genuinamente humanos, a ultrapassarem a mera materialidade.
Talvez, falte ao contemporâneo justamente a lucidez de alguns pensadores gregos, como Epicuro, por exemplo, que apesar de seu materialismo, ensinava a não temer a morte. Para o filósofo, a postura sábia não consiste em desejar poucos ou muitos anos à vida, mas em viver bem e intensamente os anos que a vida lhe der, independente de serem breves ou longos. A qualidade da vida, para o filósofo em tela, não se encontra em sua duração, mas na forma sábia e equilibrada de compor a existência. Assim, pode-se tanto se ter uma vida longa e vazia quanto se ter uma vida breve, mas plena de sentido. Nesta mesma direção podemos situar Sêneca, pensador romano do século I d.C., que com o estoicismo ensinava a serenidade diante do sofrimento e da própria morte. Em todo caso, de maneira geral, para o pensamento grego clássico, o sentido da vida se encontra na via da filosofia, que busca contemplar o conhecimento, desapegando-se de tudo que é efêmero. Neste esteio, podemos destacar o pensamento de Boécio, filósofo cristã do século V, que quando preso e na iminência da morte encontra consolação na sabedoria filosófica. Segundo Boécio, o fundamental na existência consiste na contemplação da sabedoria, que é o próprio Deus.
Avançando no âmbito cristão – e para os que crêem em geral –, a morte compõe-se apenas como tácito indicativo de que a realidade material não esgota e nem define a existência. Para aquele que se move pela perspectiva da fé, a dor da morte não se confunde, em hipótese alguma, com desespero, pois há a profunda e fundamental esperança de que há vida para além da morte. Para o cristão a morte não tem a última palavra. O sofrimento, a doença, o envelhecimento e a própria morte devem ser entendidos a partir de uma perspectiva bem mais ampla e transcendente. Neste ponto, o cristão concebe a vida como realidade transitória, a alcançar sentido apenas na transcendência. A dimensão da transcendência passa a ser o critério de toda ação do cristão. Ele se move no mundo sob o prisma da relatividade das coisas e do Absoluto da vida em Deus. É preciso então aspirar a uma realidade bem mais elevada, que ultrapassa a morte ao mesmo tempo em que aponta para a transcendência da vida. Sob a ótica da fé, a morte configura-se tão somente como passagem, a abrir para o horizonte da esperança, apontando a ressurreição como realidade final.
A fé na ressurreição de Jesus Cristo é quem define o próprio sentido da vida do cristão. A ressurreição significa a vitória definitiva da vida sobre a morte. A morte pode assumir e ser representada por varias faces – vazio existencial, injustiça social, opressão, miséria material e espiritual, corrupção, egoísmo, individualismo etc –, mas o amor suplanta todas elas. A ressurreição de Jesus Cristo evidencia a força vital do amor, que se revela capaz de transcender toda e qualquer forma de morte. O sentido existencial passa e abrange também aspectos materiais, mas, de forma alguma, se esgota neles. Sem dicotomizar corpo e espírito, a visão cristã concebe o humano como um ser íntegro. A espiritualidade cristã compreende corpo e espírito como realidades que se completam. O cristão aspira a realidades mais elevadas, sem desconsiderar a dignidade própria da dimensão corpórea. Nesta leitura, os aspectos materiais da vida assumem importância sempre relativa, na medida em que o Absoluto encontra-se somente na esfera da transcendência. Assim, a morte apenas sinaliza e nos alerta para o que é essencial no existir: o amor a Deus e ao próximo, na transcendência que deve envolver e direcionar a vida em sua totalidade.
———————
O autor:
Adelino Francisco Oliveira é filósofo, mestre em Ciências da Religião pela PUC-SP e doutorando pela Universidade de Braga – Portugal. Professor do Colégio Salesiano Dom Bosco e da Faculdade Dom Bosco de Piracicaba, coordena também os cursos de extensão da instituição.

(fotos: Alê Bragion)

Parabéns pelo texto!


Disponível em: http://www.diariodoengenho.com.br/?p=4681

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Filme - “O Segredo dos Animais” III Comentários



É um desenho animado que conta a vida de animais em uma fazenda. Quando os humanos não estão eles se comunicam falando e isso é motivo de um comportamento defensivo em relação ao fazendeiro por temerem que sejam comercializados por esta capacidade. Estes animais vivem em festa toda noite e o velho Bem (boi) que é o líder de todos os bichinhos ali, fica vigiando, guardando, protegendo o local da festa dos humanos e das malditas raposa que atacam o galinheiro.
A pesar de o filme não tratar especificamente de luto, 3 cenas me chamaram muito a atenção: a morte e enterro de Bem e momento terapêutico de expressão da dor pela perda de seu pai.
Trechos da letra traduzida pela Fox filmes, no emocionante momento da cena em que o fazendeiro sozinho e forma silenciosa enterro Bem em um local amplo e tranqüilo, embaixo de uma imensa árvore no alto da fazenda. O dono do Bem sai e todos os animais bem devagarzinho formam um circulo em volta do túmulo de Bem e fazem o seu ritual de despedida coletivamente.
Com rostos expressivos, cabeça baixa, olhar distante e um tom de despedida, vazio, tristeza e saudade, dão seu a deus, depositando flores e silêncio na morada eterna do grande líder Ben. A expressão corporal dos bichinhos também demonstra dor e lamento. Todos baixando a cabeça, fazem um momento de silêncio...mas Otis (filho adotivo de Bem) não está lá. Ele está ali próximo, solitariamente sentado de costas para o enterro, de baixo de uma árvore também solitária, paisagem triste, pássaros voando e após um suspiro, olhando para o chão diz “é, fique em paz papai...”.
Neste momento Otis vê o filme de sua bela história com seu pai adotivo. Tudo que marco de alegrias a tristezas. As fases segundo Ross ou Worden....

Em sua lápide está escrito: “Bem, a good cow”. É fim de tarde, já anoitecendo, com seu tom avermelhado no céu e melodia da música “Father, Son” da um clima de melancolia, saudade, dor, perda e sofrimento...é um fim. E a letra diz:
“Presos como um só;
Neste quarto vazio;
Lembre-se das ondas batendo no quebra-mar;
Encontrei minha coragem ao saber que meu pai poderia me salvar;
Eu poderia deter a correnteza;
Agarre-se a essa teia, amiga;
Com meu pai ao meu lado...”
A letra da música é realmente melódica e fala de uma saudade intensa. As imagens tocam. Só mesmo assistindo para sentir o momento....

Outro ponto que chamou a minha atenção foi no momento da morte heróica de Bem. Em que seu filho Otis socorre o pai após o ataque das raposas ao galinheiro, ferido seu filho o segura nos braços. Mas Bem nada conseguiu dizer, nenhuma palavra, Bem apenas olha profundamente nos olhos de Otis e demonstra-lhe seu amor verdadeiro, depois desfalece e dorme para o sono eterno. Otis abraça-o fortemente e sobre o manto da noite enluarada testemunham os momentos finais da vida do Boi Bem e a dor de Otis que não pôde salvar seu maior herói.
E quando ele conversou com a Vaca amiga sobre sua dor. Eles estavam sozinhos cada um falando da maior perda que tiveram. Um momento bem terapêutico, de expressão de luto etc...


Filme - “O Segredo dos Animais” II Trilha Sonora

A trilha ta em inglês, mas vc pode ouvir aqui http://www.cduniverse.com/search/xx/musi… e tentar saber qual eh a musica. Eis a lista:

1.Mud - North Mississippi Allstars
2.Hittin' The Hay - North Mississippi Allstars/Les Claypool
3.Down On The Farm (They All Ask You) - North Mississippi Allstars/Kevin James
4.I Won't Back Down - Sam Elliott
5.2StepN - North Mississippi Allstars
6.Hillbilly Holla - North Mississippi Allstars
7.Kick It - The Bo-Keys
8.Father, Son - Peter Gabriel
9.Freedom Is A Voice - Bobby McFerrin/Russ Ferrante
10.Popsickle - Starlight Mints
11.Wild And Free - Rednex
12.Boombastic - Shaggy

Filme - “O Segredo dos Animais”

'Ninguém sabe o que acontece quando os humanos não estão de olho nos animais. Nesta fazenda, quando o fazendeiro não está, seus animais brincam, cantam e dançam. No entanto, eventualmente, um animal chega para mudar a dinâmica dentro da fazenda. E as responsabilidades, nesta, acabam caindo nas mãos do bezerro Otis.'

Ficha Técnica:
Qualidade: High-definition – DVD RIP
Título Original: Barnyard
Gênero: Animação
Idioma: Dublado Português – Brasil
Tempo: 89 min.
Formato: RMVB
Classificação etária: Livre
Tamanho Total: 291 Mb

Espiritualidade e Ciência

Em 1995, Denise de Assis (Mestre em Psicanálise, Saúde e Sociedade (UVA-RJ), Psicóloga – CRP 05/35152 e Analista de Sistemas) iniciou como pesquisadora independente, estudos na área de espiritualidade e sua ligação com os estados alterados de consciência. De 2005 a 2008, em parceria com o Centro de Tratamento e Estudos em Saúde Mental – CLITOP, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), estendeu a pesquisa para a área de saúde mental.
Redigiu em 2005, a dissertação Física Quântica e Psicanálise: O Quê?, que posteriormente recebeu o título de Física e Psicanálise: A Influência da Espiritualidade na Saúde Física e Mental. Esta dissertação foi apresentada em setembro de 2007, no I Congresso Brasileiro de Espiritualidade e Religiosidade na Saúde Mental em Porto Alegre (RS) na categoria pôster e em junho de 2008, o mesmo trabalho foi apresentado no I Encontro Internacional da Sociedade para Espiritualidade, Teologia e Saúde (1st Annual Meeting of The Society for Spirituality, Theology & Health), na Universidade de Duke, EUA, de onde tornou-se membro.
Atualmente, somos um grupo de profissionais de várias áreas, que buscam pesquisar a espiritualidade através da ciência no intuito de descobrir e desenvolver os diversos potenciais do ser humano e assim, contribuir para a construção de um mundo de paz, igualdade e compreensão unindo conhecimentos e experiências.


http://cienciaespiritualidade.com/
http://www.ibh.com.br/

Livro lista 5 principais arrependimentos de pessoas prestes a morrer

Bronnie Ware, que é especialista em cuidados paliativos e doentes terminais, afirma que reuniu em seu livro "confissões honestas e francas de pessoas em seus leitos de morte", confissões que, segundo ela, mudaram sua vida.

"Encontrei uma lista grande de arrependimentos, mas, no livro, me concentrei nos cinco mais comuns", disse a autora à BBC.
"O principal arrependimento de muitas pessoas é o de não ter tido coragem de fazer o que realmente queriam e não o que outros esperavam que fizessem", acrescentou.
"Outro arrependimento comum é de não terem trabalhado um pouco menos, o que fez com que perdessem muitas coisas em suas vidas", disse Ware.
O livro de Ware, intitulado
The Top Five Regrets of the Dying - A Life Transformed by the Dearly Departing ("Os Cinco Maiores Arrependimentos à Beira da Morte", em tradução livre) relata as experiências da autora durante anos de trabalho em cuidados de doentes terminais.
Os pacientes de Ware, geralmente, eram pessoas que já não tinham chances de recuperação e podiam morrer a qualquer momento.
A enfermeira afirma que isto permitiu que ela compartilhasse com estes pacientes "momentos incrivelmente especiais porque passei com eles as últimas três a doze semanas de suas vidas".

Texto viral

Ware conta que a ideia para o livro surgiu depois que um artigo que publicou em seu blog transformou-se em um texto viral, espalhando-se pela web.
"As pessoas amadurecem muito quando precisam enfrentar a própria mortalidade", afirmou.
"Cada pessoa experimenta uma série de emoções, como é esperado, que inclui negação, medo, arrependimento, mais negação e, em algum momento, aceitação."
A enfermeira garante que cada um dos pacientes que tratou "encontrou sua paz antes de partir".
Ware disse à BBC que, durante os anos em que trabalhou com estes pacientes, percebeu também que muitos se arrependiam de não terem tido "coragem para expressar seus sentimentos".
"E isso se aplica tanto aos sentimentos positivos quanto aos negativos."


Amigos


Bronnie Ware também destacou outro arrependimento que notou entre seus pacientes: o de ter perdido o contato com os amigos.


A enfermeira afirmou que os amigos são importantes no fim da vida, uma vez que os parentes que acompanham um doente terminal também enfrentam muita dor.
Uma pessoa no leito de morte, segundo Ware, sente falta dos amigos, mas, muitas vezes, a perda de contato ao longo dos anos impede um reencontro.
A enfermeira também chama a atenção para o fato de que as pessoas se arrependem do que não fizeram. Na maioria dos casos observados por ela, as pessoas não pareciam se arrepender de algo que tinham feito.
A autora afirma que espera que seu livro "ajude as pessoas a agir hoje e a não deixar as coisas para amanhã e se arrepender depois".

Cinco grandes arrependimentos

1. Queria ter tido a coragem de fazer o que realmente queria, e não o que esperavam que eu fizesse
2.Queria não ter trabalhado tanto
3.Queria ter tido coragem de falar o que realmente sentia
4.Queria ter retomado o contato com os amigos
5.Queria ter sido mais feliz.


Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/02/120201_livro_arrependimento_morte_fn.shtml

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

CRISTÓVAM BUARQUE

Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos!

Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado
sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.

O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia
para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou
diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."

"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser
internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.
Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

"Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário
ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de
um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York,
como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

"Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas
mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.

"Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia
seja nossa. Só nossa!


Mascarados

Colaboração de minha amiga (amiga mesmo) Sy Oliveira. Lindo demais...Estou agradecida viu!
 
 
Saiu o Semeador a semear
Semeou o dia todo
e a noite o apanhou ainda
com as mãos cheias de sementes.
Ele semeava tranqüilo
sem pensar na colheita
porque muito tinha colhido
do que outros semearam.
Jovem, seja você esse semeador
Semeia com otimismo
Semeia com idealismo
as sementes vivas
da Paz e da Justiça.
 
Cora Coralina

A metamorfose da Boborleta II


Assim como nós que nascemos do ovo
A borboleta nasce também

Só que o ovo dela
é bem pequenininho
também pudera
O filho dela é bem menor do que um pintinho

có có ró có có có
có có có


A Borboleta
põe o ovo numa folha
e vai embora
e vai embora
e o ovo fica lá
lá lá lá lá lá
o ovo fica lá

Passa o tempo
e lá de dentro do ovo
sai uma lagarta
la la la la garta
sai uma lagarta

la la la lagarta
sai uma lagarta

já sai já sai
com fome e come
e come a casca do ovo

e anda e anda
e come e come
e acha tudo gostoso

có có có có có có
e acha tudo gostoso



Um dia a lagarta resolve
se pendurar
troca de pele, joga as pernas fora
fica que nem um pacotinho
até o nome ela muda

pupa pupa pupa
lagarta vira pupa

E quando o pacotinho se abre...
sai a borboleta
toda dobradinha
força borboleta!
estica estica estica estica as asas

bor bor bor boleta
vai de flor em flor
bor bor bor borboleta
tem de toda cor


Um dia a borboleta
pousa numa folha
e põe ovo, e põe ovo,
e toc toc toc
a história começa de novo

Na natureza
as histórias são assim
voltam pro começo
quando chegam no fim

hê hê...


credits




from O Gigante Da Floresta, released 01 January 2004
Voz e Guitarra: Hélio Ziskind / Vocal: Tatiana Parra e Tarsila Amorim Coelho / Percussão: Marcos Suzano / Contrabaixo Clavinger e Baixo Elétrico: Sílvio Mazzucca Jr. / Arranjos de Sopros, Sax Soprano, Sax Alto e Clarinete: Nailor ProvetaAzevedo / Sax Barítono, Sax Tenor e Flauta: Ubaldo Versolato / Sax Tenor, Sax Soprano e Flauta: Vítor Alcântara / Viola Caipira: Paulo Freire


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Asas de Borboletas

Valorizando a Vida - CVV

Uma pesquisa do Ibope revela que 25% da população brasileira, declara que fez ou faz algum trabalho voluntário. Para quem quer fazer parte desse exército do bem, o Centro de Valorização da Vida (CVV)  realiza processo de seleção de novos voluntários para ajudar no trabalho de prevenção ao suicídio em Teresina.
 
O curso será feito em três etapas. Na primeira, que acontece nos dias 24 e 25 de março, os candidatos serão apresentados à filosofia da entidade e método de trabalho. Na segunda etapa, serão seis encontros, sempre aos sábados e domingos, nos seguintes dias: 31/03, 01/04, 07/04, 08/04, 14/04 e 15/04. Nos sábados o horário será de 13:30h às 18h horas e nos domingos, o horário será de 8h às 12h. A terceira etapa é composta de quatro estágios acompanhados, uma vez por semana, de 4 horas e meia de duração , durante o horário de atendimento escolhido pelo candidato a voluntário.
 
O curso será ministrado no auditório da Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e Assistência Social (Semtcas) localizada na Rua Álvaro Mendes, 861, centro, por trás da Prefeitura Municipal de Teresina. As inscrições, que são gratuitas, podem ser feitas através do telefone 3222 0000.

Para ser voluntário, basta ser maior de 18 anos, alfabetizado, ter boa vontade para o trabalho voluntário, ter disponibilidade de tempo (4h e meia por semana), identificar-se com a filosofia do trabalho e participar do curso de seleção e capacitação de voluntários.

 
Sobre o CVV
 
É uma entidade sem fins lucrativos, sem vínculo a qualquer religião ou tendência política, formado por voluntários (sem qualquer remuneração) que oferecem um serviço gratuito de apoio emocional, procurando valorizar a vida e prevenindo o suicídio. Este trabalho voluntário está disponível em Teresina há 26 anos e está à disposição da população através de atendimento telefônico, pelo número 3222-0000, bem como através de atendimento pessoal no próprio Posto do CVV.

VER-SUS BRASIL

É um projeto Interessantíssimo, uma vivência estudantil no SUS. Leia!
Eu participei e aprendi muito, muito mesmo...
O projeto do Piaui foi aprovado! Teremos vivências em Parnaiba, Piripiri e Teresina. Se você é estudante da área de saúde, INSCREVA-SE.

COMPARTILHE.

Os estágios e vivências no SUS propiciam aos estudantes a experimentação de um novo espaço de aprendizagem, que é o cotidiano de trabalho das organizações de redes e sistemas de saúde. O trabalho na saúde é entendido como dispositivo educativo e espaço para desenvolver processos de luta dos setores no campo da saúde, possibilitando a formação de profissionais comprometidos ética e politicamente com as necessidades de saúde da população. O projeto VER-SUS/Brasil pretende estimular a formação de trabalhadores para o SUS, comprometidos eticamente com os princípios e diretrizes do sistema e que se entendam como atores sociais, agentes políticos, capazes de promover transformações. Assim, a proposta do Ministério da Saúde, em parceria com a Rede Unida, com a Rede Colaborativa de Governo/UFRGS, com a UNE, com os gestores municipais, e com outras entidades está propondo retomar em grande escala os estágios e vivências no SUS para que estudantes universitários dos diversos cursos com atuação na saúde vivenciarem a realidade do SUS e assim se qualificarem para atuação no sistema de saúde.

Os estágios de vivência não são novidade, nem mesmo no campo da saúde; a história de realização dos estágios de vivencia é antiga e já teve inúmeras experiências realizadas. Os estágios de vivencia aqui nominados como VER-SUS já têm nessa marca um identidade construída a partir da realização do VER-SUS/RS em 2002, do VER-SUS/Brasil em 2004 e 2005 e diversas experiências locais após esse período. Agora, mais uma edição do projeto foi lançada pelo Ministério da Saúde através do Departamento de Atenção Básica/SAS e sua rede de parceiros, trazendo diretrizes que convergem com as atuais políticas prioritárias e que preveem a organização das redes de atenção à saúde nas diversas regiões de saúde, tendo a atenção básica como organizadora do processo de cuidado. Assim, esse projeto pretende qualificar os futuros profissionais do SUS num espaço de formação e trabalho que dialogue com os novos processos organizativos do SUS, possibilitando aos estudantes um espaço privilegiado de interação e imersão no cotidiano do SUS em diversos territórios do país.

Eu participei da primeira edição do VERSUS/Brasil na cidade de Sobral/CE em 2004. Na época era apenas o projeto piloto. No final de 2004 realizamos o primeiro VERSUS em Teresina. Agora, estamos retornando com mais uma edição do VERSUS Brasil, financiado pelo Ministerio da Saúde, com vivencias em Teresina, Piripiri e Parnaiba.

Estudantes de todos os cursos da área da saúde podem participar do VERSUS.
Inscrições abertas no site http://www.otics.org/otics/estacoes-de-observacao/versus/inscricoes-versus

São 15 dias de vivencias que um grupo de estudantes ficam confinados discutindo as experiencias e vivencias no SUS. São 100 vagas para o VERSUS Brasil no Piauí. O projeto é de autoria dos professores Leonardo Sales (FSA), Jose Ivo Pedrosa (UFPI) e Eugenia Gadelja (UFPI).

DIVULGUEM. Qualquer informação a mais estou a disposição.

Leonardo Sales
Psicólogo Social Comunitário Sanitarista CRP 11/3416
Mestre em Ciências e Saúde - Universidade Federal do PiauíEspecialista em Saúde Pública, Saúde da Familia, Saúde do Trabalhador, Ecologia Humana e Educação Permanente em Saúde
CONTATOS: (86) 8803-2512 / 94143001
Teresina - Piauí - Brasil

Reconstituição

A Fundação Maria Carvalho Santos vem promover mais uma ação em prol das mulheres com câncer de mama. Desta vez reuniu-se nomes dos mais destacados da cirurgia plástica, da mastologia e da anestesiologia do Piauí para, em conjunto, promover o PROJETO REPORMAMA que trata-se de um mutirão cirúrgico que irá reconstituir a mama das mulheres que a perderam por câncer.
O evento conta com a colaboração da Prefeitura de Terezina e do Hospital HTI e ocorrerá conforme o cartaz em anexo.
A Fundação irá promover captação de recursos para obter 20 próteses mamárias. Contamos com todos na divulgação e na aquisição das próteses. 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Holly G. Prigerson - Importantissimo Conhecer

Depois eu vou falar desta pessoa muito importante ou pesquisem internet a fora rs! Curiosos!

Filme Mistérios do Passado

Image: Google.

Vivemos de perder e ganhar, mas nossa cultura não nos ensina a perder. Uma perda sempre (de acordo com o significado dela) trará dor, sofrimento, angústia, lembrança, memória. E é disso que o filme “mistérios do passado” fala especificamente em relação às aulas e artigo estudando. Faz referencia ao amor, memória, etc.
A finitude humana marcada pela consciência de morte que repercuti em sua forma como reagir diante da morte. A importância da vivencia e experiência das emoções de enlutados, como forma de prosseguir as tarefas e etapas do processo de luto.
O filme “materializa” muito bem o que foi descrito no artigo de Basílio Domingos (2003) e das aulas luto e saúde mental, fatores de riscos para luto complicado e luto e estress pós-traumático. Especialmente as pesquisas de Colins Parkes e a teoria do vínculo de J. Bowlby que afirma que o apega tem valor de sobrevivência e quando este laço é rompido, a perda gera ansiedade pela separação da pessoa perdida, logo pode resultar em dor e sofrimento.
O filme também faz referencia a ritos de passagens, a suicídio, perda da saúde, a ultimo desejo do morto, lembranças, perda do primeiro amor, amizade, perda paterna, a luto do próprio conselheiro (terapeuta) etc.
A reação de luto é vivenciada diferente por fase de desenvolvimento, sexo, idade, religião, cultura etc. A morte de uma criança suscita reação de luto diferente de um idoso em regra geral.
Mistérios do passado são as lembranças guardas, as emoções de sofrimentos por perda de ente queridos. E o que fica de fato é a certeza de que uma emoção “represada” estourará em algum lugar em determinado tempo. A natureza não dá saltos diz o dito popular e realmente o que não é vivido fica de alguma forma lutando para viver...
Adorei o filme, me trouxe muitas reflexões e questionamentos do que foi estudado neste módulo.

Experiências de Perda e de Luto em Escolares de 13 a 18 Anos


O artigo da dissertação de mestrado de Basílio Domingos (2003) analisa a experiência de perda por morte e luto por essas perdas segundo 25 crianças e adolescente ( de 13 a 18 anos de idade) em uma escola pública em São Paulo.
Ela faz um desenho detalhado sobre as reações de morte (suicídio, homicídio, AIDS etc) para compreender o luto para este grupo pesquisado.
“O luto, entendido como uma constelação de reações psíquicas, conscientes e inconscientes, a uma perda significativa, é uma experiência complexa que transcende o âmbito individual” (Domingos, 2003 p.01)

Categorias encontradas: circunstancias da perda, reações ás perdas, o adolescente enlutado e a família, o adolescente enlutado e a escola, o adolescente enlutado e a expressão emocional.

Alguns tipos de morte como suicídio, homicídio, AIDS segundo Domingos (2003) dificultam mais a expressão, o compartilhamento das emoções por diversos fatores como: crenças, vergonha, medo, insegurança, estigmas etc.

A morte e luto é experiência moldada sócioculturalmente, na interação com o sistema familiar e com demais sistemas da sociedade, pode interferir, oferecendo ou não suporte ao enlutado no seu processo de luto.

E conclui que o complexo morte x luto, implica no processo-aprendizagem e na saúde mental do adolescente quando não bem vivido. Que a família e a escola “não são eficazes” no suporte ao processo de luto destes pesquisados.
E pergunta “como a escola poderia lidar com a demanda dos alunos enlutados? o lugar da afetividade nos processos de escolarização. Como pensar ou resgatar uma escola responsiva às necessidades de seus usuários?” e responde logo em seguida, informando que a escola deve esta preparada (professores e demais profissionais) para promover a educação para a morte, oferecer suporte ao luto e saber lidar com situações ligadas a estes temas. E a família deve ser também o “lugar” que garanta ao enlutado expressar suas emoções...

Concordo com tudo exposto com Domingos (2003) especialmente a boa “sacada” os profissionais diante da morte. Quando alguém, parente de um aluno falece e este esta assistindo alguém quem dará a noticia de morte? Como será dada essa má noticia? O profissional foi treinado? Esta preparado? E como estão seus lutos? Que projetos e programas a escola desenvolve em relação a estes temas? O professor é figura de referencia para o aluno e aprendemos com diversos pesquisadores que o luto é uma reação natural e normal a uma perda significativa, mas este dependerá do tipo e forma da morte, do vinculo com o falecido, personalidade do enlutado, fatores que complicam ou atenuam o luto, idade, condições de saúde emocional e física etc. Por tanto, a escola como “extensão” do grupo familiar deste enlutado precisa fazer o que precisa ser feito de forma adequada.

Gostei bastante do artigo, mesmo já sabendo do contexto do tema, mas abordou de forma diferente o que eu havia lido com Maria J. Kovacs e seus estudos. Eu também já orientei trabalho de formando em psicologia sobre os profissionais da educação diante da morte, e apesar do recorte ser diferente do aqui visto, mas “desemboca” nas mesmas questões: PROFISSIONAIS DIANTE DA MORTE E DO MORRER.
É por isso, que estamos aqui, aprender, ensinar e melhorar nossa prática profissional.

Filme TIES

Imagem: foto do vídeo tirada por mim...

Neste exato momento após assistir o vídeo Ties me sinto imersa no que possuo de mais profundo em mim mesma...reflexões sobre a vida, valor e lembranças de meu eterno querido pai...
E por "coincidência" o despertador inicia e toca um mantra é o  belíssimo (jay jagan mata - Satyananda - busquem na internet, vale apena ouvir).
Esse é um mantra que reverencia Shakti, a mãe do Universo. Shakti representa o aspecto feminino de todo Ser e da energia cósmica. Ele é entoado suavemente, parece uma canção de ninar, que nos embala nos braços de seguraça, proteção...ternura e amor. Inspira-me afeto a todas as criaturas e a mim mesma...
Eu agora reflito sobre as luzes que Ties nos trás. Os imperativos da vida, o que não temos controle ou escolha. O que não evitaremos...o que negamos...nossos apegos...nossos laços...quem amamos...nossos lutos, nossas dores, a qualidade de nossos serviços, a qualidade como vivemos, nossa transcendência, nossos sonhos...minha morte!
Realmente um vídeo para lá de reflexivo...é tocante. Por que pensamos que é o inicio de um amor adolescente, mas é amor fraterno.
Os laços quando amamos (de verdade) nunca serão rompidos. E a necessidade da presença do outro é suprida pela forma imanente deste sentimento....as lembranças, as boas e tudo mais que ensina a viver e não a sobreviver. Viver vale a pena!
Quando a morte nos visita, pergunta-nos como esta a qualidade de sua vida? ensinando-nos que viver é tudo aprendizado. tudo que vivemos é aprendizado e isso é plenitude.
Creio que estou profissionalmente no caminho correto porque tudo o que eu sempre pensei e considerei para o ser humano tenho encontrado na tanatologia e espiritualidade (o que mais tenho pesquisado).

Luto pela morte de um filho: utilização de um protocolo de terapia cognitivo-comportamental



Silva et al. (2010) apresenta um estudo de caso em que um paciente do sexo feminino, com de 28 anos de idade, estado civil casada. Enlutada por morre seu filho mais velho. Tendo acontecido 6 meses antes da primeira sessão de atendimento psicológico na abordagem cognitiva e comportamental que foi realizada em 12 sessões. Tendo como objetivos a aprendizagem de novas habilidades e estratégias para lidar com as suas queixas somáticas. Os resultados foram avaliados utilizando-se os seguintes instrumentos: Beck Depression Inventory (BDI), Beck Anxiety Inventory (BAI), Beck Hopelessness Scale (BHS), os testes de atenção concentrada (AC) e sustentada (AS) e o Questionário de Saúde Geral de Goldberg (QSG). Segundos os autores a enlutada “apresentou redução do quadro de depressão, ansiedade e desesperança. Todos os fatores do QSG apresentaram decréscimo, e houve aumento nas medidas de atenção concentrada e sustentada. O tratamento se mostrou efetivo em relação aos fatores apresentados”.

A morte ainda tabu, temida, negada, banida etc. deixa um vazio se o ser amado não mais estará presente. Um filho mesmo que não tenha sido planejado, representa geralmente o vínculo “eterno” como no dito popular “não existe ex-mãe”, assim esses laços de sangue, de afeto, simbólicos... são traduzidos socialmente como parte da geradora, uma extensão de seu corpo. Portanto, essa ruptura deve ser insuportavelmente dolorosa, mesmo porque ela quebra, rompe com que culturalmente e biologicamente aprendendo, nascer, crescer e morrer. Na ordem os pais morrerão primeiro. E se um filho é um projeto, se é simbolicamente uma semente, se menos idade, jovem, então as expectativas são maiores ainda. E se tem 7 filhos para elas nenhum é igual ou substitui o outro.
Em meio à violência social, familiar e no trânsito as morte se avolumam e cada vez mais mães enlutadas vão surgido.
Das minhas experiências profissionais como psicóloga e musicoterapeuta em grupos comunitários, especialmente são mães “enlutadíssimas” por morte de filho por violência social, suicídio e mais ainda acidente de moto.
Buscam ajuda emocional gritam pedindo socorro nos serviços de saúde. Elas buscam igrejas e lotam os centros espíritas. Derramam suas dores e buscam alívio ou notícia deles do além, até mesmo evangélicas ou as que em nada acreditam. Para elas as casas espíritas além de possibilitar a expressão do luto, pelo espaço oferecido a elas, também permitem o consolo que os mortos vivem em algum lugar. E buscam cartas psicografadas, noticias, falar pessoalmente, ou mesmo receber qualquer noticia ainda que não sejam “boas”. Elas afirmam que desejam saber como estão, com quem e como foi seu momento de morte. Parecem as mesmas preocupações, que nutriam quando eles ainda estavam vivos? É inaceitável deixar de ser mães, segundo elas afirmam. Deus confiou e Ele então deve permitir este diálogo.
Mães que catam para o rebento de sua carne “oww pedaço de mim...metade de mim, parte amputada de mim...” só mesmo um poeta para traduzir tão perfeitamente uma mãe (biológico ou não) sente em um momento tão difícil, indizível e imedicável...
E cientificamente técnicas são desenvolvidas, testadas e validades sentimos que os nossos esforços (pesquisas, estudos etc.) vale muito. É gratificante e estimulador continuar, contribuir para a saúde, paz e equilibro de quem necessita.
Eu não tenho filho, mas a minha singela experiência com mães enlutadas por morte de filho, me diz isso.

 Trata-se do artigo de minha professora Adriana Cardoso de Oliveira e Silva (UFRJ) ela é psicóloga e tanatologista. Pós-doutora em Psiquiatria e Saúde Mental, Instituto de Psiquiatria (IPUB), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ. Doutora em Psicologia, Instituto de Psicologia (IP), UFRJ. Pesquisadora, Laboratório de Pânico e Respiração, IPUB, UFRJ. Coordenadora, Laboratório de Tanatologia e Psicometria, Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ. Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Translacional em Medicina. 2 Livre-docente e professor associado, Faculdade de Medicina, Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental, IPUB, UFRJ. Coordenador, Laboratório de Pânico e Respiração, IPUB, UFRJ. Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Translacional em Medicina.